St. Valentine´s Day

Muitos são os casais que ultimam as suas compritas com a esperança de adquirirem a melhor prenda para ofertar ao seu respectivo(a). Todos apercebemos aquela azáfama tradicional que enche todas as lojinhas e o bolso do comerciante com o maior stock de produtos alusivo ao tema.
Lá andam os ursinhos de peluche a passear de mão em mão, os diplomas para os namorados têm muita saída, o farfalhudo arranjo floral tanbém faz muito sucesso, e é claro não esqueçamos os perfumes e o belo postal com versos a rimar com vida e amor ...
Os restaurantes também enchem, … e como é romântico jantar á luz de velas.
Tudo nesta época condiz com o vermelho, a cor da paixão, … a cor do desejo, … do desvaneio.
O objectivo de dar é quase tão grande como o de receber.
Experimentem sair com a vossa respectiva depois de ela vos oferecer a prenda que já tem comprada e meticulosamente escolhida há três semanas, digam-lhe depois que não tiveram tempo para lhe comprar nada com a desculpa que a compensam noutro dia, e vão ver o que vos acontece.
A dádiva de tanto amor vai decerto ficar adiada durante alguns dias, ou semanas dependendo do feitio da menina.
Pois é… este dia não deve ser vivido com o intuito de se receber sabiam?
No amor não existe obrigação de dar nem se deve cobrar.
Obrigação é palavra que não deve constar no dicionário de uma suposta relação de amor.
As prendas não têm de ser obrigatoriamente materiais para satisfazer o coração mais apaixonado.
Se dermos sempre um pouco de nós próprios sem esperar pelo suposto Valentim, acreditem que terão presentes bem mais valiosos todos os dias.
