Tuesday, February 14, 2006

St. Valentine´s Day


Muitos são os casais que ultimam as suas compritas com a esperança de adquirirem a melhor prenda para ofertar ao seu respectivo(a). Todos apercebemos aquela azáfama tradicional que enche todas as lojinhas e o bolso do comerciante com o maior stock de produtos alusivo ao tema.

Lá andam os ursinhos de peluche a passear de mão em mão, os diplomas para os namorados têm muita saída, o farfalhudo arranjo floral tanbém faz muito sucesso, e é claro não esqueçamos os perfumes e o belo postal com versos a rimar com vida e amor ...
Os restaurantes também enchem, … e como é romântico jantar á luz de velas.
Tudo nesta época condiz com o vermelho, a cor da paixão, … a cor do desejo, … do desvaneio.

O objectivo de dar é quase tão grande como o de receber.
Experimentem sair com a vossa respectiva depois de ela vos oferecer a prenda que já tem comprada e meticulosamente escolhida há três semanas, digam-lhe depois que não tiveram tempo para lhe comprar nada com a desculpa que a compensam noutro dia, e vão ver o que vos acontece.
A dádiva de tanto amor vai decerto ficar adiada durante alguns dias, ou semanas dependendo do feitio da menina.
Pois é… este dia não deve ser vivido com o intuito de se receber sabiam?

No amor não existe obrigação de dar nem se deve cobrar.
Obrigação é palavra que não deve constar no dicionário de uma suposta relação de amor.
As prendas não têm de ser obrigatoriamente materiais para satisfazer o coração mais apaixonado.

Se dermos sempre um pouco de nós próprios sem esperar pelo suposto Valentim, acreditem que terão presentes bem mais valiosos todos os dias.

Saturday, February 11, 2006

Puzzle


Imaginem um puzzle, daqueles com inúmeras cores e com peças recortadas que teimam em não encaixar em lado algum.
Daqueles que temos de efectuar uma separação inicial por cores ou texturas de forma a facilitarmos a árdua construção a que nos propusemos.
É claro que também será necessário tempo, empenho, paciência, dedicação, motivação, visão, alguma sensibilidade para concluirmos com êxito essa tarefa…
Pois bem… passo a explicar onde quero chegar com tudo isto:

Todos nós somos um potencial puzzle cuja edificação leva aproximadamente uma vida a ser concluída.
As peças, são todas as pessoas que colocamos nas nossas vidas, quer acidentalmente, quer por alguma imposição, umas com cores vivas, com cores taciturnas, com cores energéticas, com cores negras e outras mesmo sem qualquer tipo de cor.
Algumas poderemos mesmo achar que se perderam, mas depois acabam por ser mais tarde encontradas.
É nessa altura que fazemos a nossa pré-selecção, e que constatamos o seguinte:

Mesmo as peças com cores menos bonitas, mesmo as peças com cores feias e negras fazem parte da nossa vida. Não as podemos eliminar. Elas fazem mesmo parte do puzzle, e sem elas, ele não pode ser concluído.

A outra constatação é que nem todas as peças com as mais bonitas cores se encaixam onde queremos, ou pensamos que deveriam ser encaixadas.
Muitas são as vezes que as mudamos, que as que trocamos de sítio por forma a encontrarmos o seu lugar certo.
Temos de facto a tendência para forçar o encaixe de algumas delas, mas é um esforço inglório com uma satisfação momentânea, pois chegaremos facilmente à conclusão que essa peça fará certamente falta em outro sítio qualquer.

Devemos fazer apelo à nossa lógica e á forma delicada com que manuseamos todas as pequenas peças.
Sejamos cuidadosos na sua construção, e por favor, não percam nenhuma delas, pois seja ela qual for garanto, será sempre a mais importante.

in, Cláudia

Saturday, February 04, 2006

Cartas de amor


"As cartas de amor começam sem saber o que se vai dizer, e terminam sem saber o que se disse" já dizia o meu grande amigo filósofo Jean Jacques Rousseau.

E porque será? - pergunto eu,
Será que o amor dá amnésia, uma especie de Alzheimer saudável que apenas encobre a memória do coração?...
Será que o acto de amar alguém nos inibe a capacidade imaginativa e intelectual impedindo-nos o normal fluir das palavras.... não creio...

O amor é assim mesmo... a canalização de todas as nossas melhores capacidades, sentimentos, desvaneios, para alguém que consideramos ser o nosso centro da terra e que nos absorve docemente todos os nossos sentidos.
O primeiro sentido a ser inibido é de facto a visão.
Não é por acaso que se diz que o amor é cego.
Esta frase nada tem a ver com beleza. É a penas a aceitação de que a nossa visão não é barrada pelo invólucro corporal. Ela consegue trespassar a pessoa que temos perante os nossos olhos, colocando à nossa disposição o seu mundo.
Neste mundo não existem corpos bonitos, feios, altos, baixos, gordos, magros... apenas cores, sensações, cheiros, sons, uma imensidão de verdadeira beleza , de conforto, de calor... enfim de amor...