Saturday, February 11, 2006

Puzzle


Imaginem um puzzle, daqueles com inúmeras cores e com peças recortadas que teimam em não encaixar em lado algum.
Daqueles que temos de efectuar uma separação inicial por cores ou texturas de forma a facilitarmos a árdua construção a que nos propusemos.
É claro que também será necessário tempo, empenho, paciência, dedicação, motivação, visão, alguma sensibilidade para concluirmos com êxito essa tarefa…
Pois bem… passo a explicar onde quero chegar com tudo isto:

Todos nós somos um potencial puzzle cuja edificação leva aproximadamente uma vida a ser concluída.
As peças, são todas as pessoas que colocamos nas nossas vidas, quer acidentalmente, quer por alguma imposição, umas com cores vivas, com cores taciturnas, com cores energéticas, com cores negras e outras mesmo sem qualquer tipo de cor.
Algumas poderemos mesmo achar que se perderam, mas depois acabam por ser mais tarde encontradas.
É nessa altura que fazemos a nossa pré-selecção, e que constatamos o seguinte:

Mesmo as peças com cores menos bonitas, mesmo as peças com cores feias e negras fazem parte da nossa vida. Não as podemos eliminar. Elas fazem mesmo parte do puzzle, e sem elas, ele não pode ser concluído.

A outra constatação é que nem todas as peças com as mais bonitas cores se encaixam onde queremos, ou pensamos que deveriam ser encaixadas.
Muitas são as vezes que as mudamos, que as que trocamos de sítio por forma a encontrarmos o seu lugar certo.
Temos de facto a tendência para forçar o encaixe de algumas delas, mas é um esforço inglório com uma satisfação momentânea, pois chegaremos facilmente à conclusão que essa peça fará certamente falta em outro sítio qualquer.

Devemos fazer apelo à nossa lógica e á forma delicada com que manuseamos todas as pequenas peças.
Sejamos cuidadosos na sua construção, e por favor, não percam nenhuma delas, pois seja ela qual for garanto, será sempre a mais importante.

in, Cláudia

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