Cartas de amor
"As cartas de amor começam sem saber o que se vai dizer, e terminam sem saber o que se disse" já dizia o meu grande amigo filósofo Jean Jacques Rousseau.
E porque será? - pergunto eu,
Será que o amor dá amnésia, uma especie de Alzheimer saudável que apenas encobre a memória do coração?...
Será que o acto de amar alguém nos inibe a capacidade imaginativa e intelectual impedindo-nos o normal fluir das palavras.... não creio...
E porque será? - pergunto eu,
Será que o amor dá amnésia, uma especie de Alzheimer saudável que apenas encobre a memória do coração?...
Será que o acto de amar alguém nos inibe a capacidade imaginativa e intelectual impedindo-nos o normal fluir das palavras.... não creio...
O amor é assim mesmo... a canalização de todas as nossas melhores capacidades, sentimentos, desvaneios, para alguém que consideramos ser o nosso centro da terra e que nos absorve docemente todos os nossos sentidos.
O primeiro sentido a ser inibido é de facto a visão.
Não é por acaso que se diz que o amor é cego.
Esta frase nada tem a ver com beleza. É a penas a aceitação de que a nossa visão não é barrada pelo invólucro corporal. Ela consegue trespassar a pessoa que temos perante os nossos olhos, colocando à nossa disposição o seu mundo.
Neste mundo não existem corpos bonitos, feios, altos, baixos, gordos, magros... apenas cores, sensações, cheiros, sons, uma imensidão de verdadeira beleza , de conforto, de calor... enfim de amor...
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