Saturday, June 10, 2006

Tu que me proteges

Acalma as minhas vozes internas
Que se atropelam sem razão
Afaga os meus conflitos latentes
Sempre presentes e em contradição

Protege-me dos demónios disfarçados
Que me cercam para descobrir as fraquezas
Alimenta o meu ego adormecido
Algures esquecido e atestado de incertezas

Voa comigo pelo grande cosmos
Onde vagueiam as minhas outras vidas
Cura-me das enfermidades do universo
Que se alojam nas minhas feridas

Aviva os meus sonhos encantados
Repletos de força e de magia
Concede-me poderes de serenidade
Fartos de luz e de fantasia

Mantêm sempre a tua fonte aberta
Para que nela me possa reabastecer
Permite-me ser sempre teu canal
De intensidade, de calor e de prazer

Quebra este meu silêncio inquieto
Que me impede de respirar
Conforta a minha alma curiosa
Que não desiste de te encontrar

Aponta-me sempre o melhor caminho
Para poder caminhar em segurança
Mostra-me a escada em direcção a ti
Pelos degraus da paz, do amor
e da perserverança


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